Um encontro de dois tempos: posse, memória e futuro do CORECON-MA

A solenidade de posse dos novos conselheiros e da nova presidência do CORECON-MA foi mais do que um ato formal. Foi um momento de conexão entre passado e futuro, entre memória institucional e renovação de compromisso.

Dando continuidade às celebrações pelos 50 anos do Conselho Regional de Economia do Maranhão, a noite foi marcada por homenagens, reflexões e pela reafirmação do papel estratégico da profissão no desenvolvimento do estado.

A coragem de fundar

Um dos momentos mais simbólicos da cerimônia foi a homenagem ao primeiro presidente do CORECON-MA, José Ribamar da Silva Campos.

Em seu discurso, ele relembrou os desafios enfrentados para a fundação da instituição — desafios que hoje parecem distantes, mas que à época exigiram coragem, articulação e persistência.

Naquele período, o Maranhão ainda não contava com um curso superior de Economia consolidado e lotado na região. A ausência dessa estrutura acadêmica dificultava o reconhecimento institucional necessário para criação de um Conselho próprio. Os economistas maranhenses precisavam recorrer ao distante CORECON-CE para registrar-se e exercer formalmente a profissão.

Era uma dependência que limitava a autonomia profissional no estado.

Fundar o CORECON-MA significou romper essa barreira. Significou afirmar que o Maranhão tinha massa crítica, tinha profissionais qualificados e tinha o direito de organizar e defender sua própria categoria.

A instituição nasceu do esforço coletivo e do entendimento de que o desenvolvimento regional passa, necessariamente, pela valorização da análise econômica qualificada.

50 anos que continuam sendo construídos

Celebrar meio século de existência não é apenas olhar para trás com orgulho. É reconhecer que cada geração adicionou uma camada à solidez institucional do Conselho.

A nova composição do plenário simboliza essa continuidade responsável. Experiência e renovação caminham juntas, fortalecendo a governança e ampliando a capacidade de articulação institucional.

A presença de diferentes gerações na mesma solenidade tornou visível algo essencial: o CORECON-MA é uma instituição viva, que evolui sem perder suas raízes.

O economista diante dos novos desafios

O cenário atual exige ainda mais do profissional de Economia.

Vivemos transformações profundas:

  • Mudanças estruturais na economia global

  • Transição demográfica

  • Avanço tecnológico acelerado

  • Novas demandas por sustentabilidade

  • Reconfigurações no mercado de trabalho

O economista é chamado a interpretar dados, propor soluções e contribuir para decisões públicas e privadas com rigor técnico e responsabilidade social.

Fortalecer o CORECON-MA é fortalecer a capacidade do Maranhão de planejar seu próprio desenvolvimento.

Um novo ponto de partida

A posse da nova gestão representa um novo ponto de partida — não porque estejamos começando do zero, mas porque cada ciclo institucional traz novas responsabilidades.

Se no passado o desafio foi fundar, hoje o desafio é expandir.

  • Expandir a presença institucional.
  • Expandir o diálogo com a sociedade.
  • Expandir a valorização profissional.
  • Expandir as parcerias com universidades, setor produtivo e poder público.


A história do Conselho mostra que, quando há união, os obstáculos se transformam em marcos.

União de gerações, compromisso permanente

O que mais marcou esta noite foi o encontro de dois tempos:

O tempo da fundação — marcado pelo esforço e pelo sacrifício.
E o tempo da renovação — marcado pela responsabilidade e pela continuidade.

Essa união é a base da estabilidade institucional.

O CORECON-MA nasceu da determinação de economistas que não aceitaram depender de outros estados para exercer sua profissão. Hoje, segue firme, consolidado e comprometido com a defesa da ética, da técnica e do desenvolvimento regional.

Que este novo ciclo seja guiado pela mesma coragem que marcou sua fundação.

Que os próximos anos sejam de fortalecimento, diálogo e protagonismo.

E que, quando celebrarmos novos jubileus, possamos afirmar que honramos o legado daqueles que tiveram a ousadia de começar.